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Pontos Turísticos de Florianópolis

ATRATIVOS NATURAIS
Dunas Costa da Lagoa Ilha do Campeche
Lagoa da Conceição Lagoa do Peri Morro da Cruz
COMUNIDADES HISTÓRICAS
Ribeirão da Ilha Armação Sambaqui
Pântano do Sul Santo Antônio de Lisboa Barra da Lagoa
ATRATIVOS HISTÓRICOS
Ponte Hercílio Luz Catedral Metropolitana Palácio Cruz e Souza
Portal Turístico Teatro Álvaro de Carvalho Museu de Armas
Mercado Público Casa de Victor Meirelles Figueira Centenária
Alfândega Museu Homem do Sambaqui Calçadão F. Schmidt
FORTALEZAS
Anhatomirim Araçatuba São Caetano
Ponta Grossa Santana Santa Bárbara
Ratones Naufragados  
IGREJAS
Igreja São Francisco Capela do Menino Deus Capela do Divino
Igreja do Rosário Igreja N. Sra. do Parto Igreja Luterana
Igreja São Sebastião Igreja Santo Antônio  

ATRATIVOS NATURAIS DE FLORIPA

Dunas de Florianópolis - SC

dunas da joaca sc brasilComo áreas de preservação permanente, as dunas são, sem dúvida nenhuma, uma das maiores atrações turísticas de Florianópolis. É praticamente impossível alguém visitar a Ilha e não ficar encantado com suas areias escaldantes que protegem o avanço das águas do mar. A praia de Florianópolis mais famosa de todas é a Joaquina que separa a praia da Joaquina da Lagoa da Conceição. Nela, aliás, nasceu o Sandboard, também conhecido como "surf de areia", quem quiser sentir a emoção de descer as dunas em uma prancha pode alugá-la no local. Mas na Ilha também existem outras dunas bastante procuradas por turistas. A menor, fica entre as praias dos Ingleses e Santinho. A praia dos Ingleses possui ainda outra formação de dunas um pouco maior que a primeira, é usada como trilha para ir até à semideserta Moçambique. Nas praias do Campeche, Armação e Pântano do Sul também existem pequenas formações que dão um charme especial ao visual das lindas praias de catarinenses.

» Fotos das Dunas da Joaquina

Lagoa da Conceição em Florianópolis - Santa Catarina

pessoas mergulhando na lagoa da conceição scSituado no centro geográfico da Ilha de Santa Catarina, o bairro Lagoa da Conceição reúne praias, dunas, montanhas e a maior lagoa da Ilha. Com tanta diversidade, o lugar tornou-se o ponto turístico natural mais conhecido de Florianópolis.
O impacto inicia-se pela incomparável vista do Mirante Manoel de Menezes, localizado no alto do Morro da Lagoa, dali é possível visualizar grande parte da Lagoa, a Avenida das Rendeiras, as dunas e, em dias de sol, o mar da Joaquina e da Praia Mole.
Para quem vem em família, a temperatura média de 27ºC das águas durante o verão, a pouca profundidade causada pelo assoreamento e a ausência de ondas e correntes fazem da lagoa um lugar seguro e agradável para as crianças. Além disso, existem vários passeios de escuna por preços irrisórios. Os barcos costumam sair do final da Avenida das Rendeiras. Lá também é possível alugar caiaques e pedalinhos. Além de turistas, atletas de vários esportes também tiram proveito dessa diversidade. Na lagoa da Conceição é comum encontrar praticantes de windsurf, vela, caiaque, kite surf e jet ski.
Mas a Lagoa da Conceição se destaca não só por suas belezas naturais, com a grande circulação de turistas, o comércio no bairro também foi favorecido. Concentrando-se principalmente na Avenida das Rendeiras e no Centrinho, pode-se encontrar de tudo, com destaque especial para a gastronomia, as lojinhas de artesanato, surf shops e as lojas de decoração. Aos domingos acontece na Praça Bento Silvério a Feirarte, com mais de 80 artesãos, é possível comprar desde brinquedos educativos em madeira até tapeçarias.
A noite da Lagoa da Conceição também merece destaque, a grande quantidade de barzinhos fazem dela a mais procurada do verão. A diversão começa cedo, geralmente no jantar, que varia de comida típica a pizza, passando por comida chinhesa, japonesa, mexicana e sanduíches. Na Lagoa da Conceição também estão localizados alguns dos restaurantes mais finos da cidade de Florianópolis. Depois, pode-se escolher entre lugares calmos, bares com música ao vivo, apresentação de bandas alternativas, boates, bar com pista de dança ou ao ar livre.

» Fotos da Lagoa da Conceição

Costa da Lagoa de Floripa - Santa Catarina - Brasil

bares dentro da lagoa floripa scA Costa da Lagoa teve toda sua região tombada pelo município como Área de Preservação Cultural. O lugar é considerado um dos últimos redutos da cultura açoriana, com um núcleo de pescadores e rendeiras que ainda vivem como seus antepassados. Isso é possível principalmente pelo difícil acesso. Para chegar até a costa há três opções. A primeira, é pegar uma baleeira no trapiche de Serviços de Transporte, ao lado da ponte no centrinho da Lagoa. A partir dali são 40 minutos de passeio costeando a margem esquerda. A segunda opção é pegar uma baleeira no trapiche existente dentro do Parque Ecológico do Rio Vermelho. O acesso a este trapiche é feito por uma estradinha de terra transversal à estrada principal. A partir do trapiche são apenas 10 minutos de passeio, desta vez atravessando a Lagoa. A última opção é para os esportistas. A partir do final da Estrada Geral do Canto dos Araçãs são dez quilômetros de trilha, na maioria plana, passando por dentro de Mata Atlântica preservada. Essa opção também é a mais cultural, uma vez que passa por diversas vilas e pelos antigos engenhos de farinha, preservados para ser atração turística. De qualquer forma que se vá, o destino final é o centrinho da Costa da Lagoa e a principal atração são os diversos restaurantes caseiros à beira da Lagoa. Com pratos a base de frutos do mar, na maioria deles são mulheres da vila cozinhando o que os homens pescaram. Sem infra-estrutura de luxo, com ingredientes que não foram comercializados e mão-de-obra familiar, o preço das refeições é o mais baixo possível. Outra atração da Costa da Lagoa é a cachoeira, que fica perto da vila. A água gelada refresca os visitantes em dias mais quentes. Mas não se espante se, em época de pouca chuva, ela estiver com pouca água.

» Fotos da Costa da Lagoa

Lagoa do Peri em Florianópolis SC

margens da lagoa do peri floripaLocalizada no Sul da Ilha, próxima à praia da Armação, a Lagoa do Peri não pode ficar de fora do roteiro de quem visita a Ilha de Santa Catarina. Com 23 quilômetros quadrados de mata e trilhas belíssimas que levam a cachoeiras, foi transformada em 1981 em Parque da Lagoa do Peri, estando, desde então, sob jurisdição da Fundação Municipal do Meio Ambiente (Floram). Com boa estrutura para quem procura tranquilidade, a Lagoa é dividida em três áreas para controle - lazer, reserva biológica e paisagem cultural.  A praia da lagoa - para banho. As trilhas, os banheiros, a sede do parque, as 80 churrasqueiras, o bar e lanchonete, o estacionamento para 200 carros e o posto salva-vidas fazem parte da área de lazer. Já a reserva biológica, um dos pontos onde a vegetação está mais preservada na Ilha, junto com alguns morros da Costa da Lagoa, é mais utilizada em caso de pesquisas. Mas é na paisagem cultural que o visitante tem a oportunidade de conhecer um engenho de farinha e um de cana-de açúcar. As crianças também têm boas opções de entretenimento. Além da água doce e tranquila, ideal para banho, há um pequeno parque infantil, com área arborizada por enormes eucaliptos, onde elas podem brincar e se divertir à vontade. Passeio de barco, caiaque e outras espécies não motorizadas, bem como, pescarias de linha de mão e caniço também são atividades permitidas por lá.

» Fotos da Lagoa do Peri

Ilha do Campeche em Florianópolis SC - Brasil

mergulho na ilha do campeche sc Localizada a sudeste de Florianópolis, em frente à Praia do Campeche, a Ilha do Campeche possui um rico ecossistema e abriga representativa parcela do patrimônio arqueológico do Estado de Santa Catarina. Formada por costões e morros recobertos de Mata Atlântica, possui uma única praia com areia fina e extremamente clara. O mar, que tem coloração variando entre verde e turquesa, possui poucas ondas, agradando a mergulhadores e crianças. Desde fevereiro de 1940, a Ilha do Campeche está sob os cuidados da Associação Couto de Magalhães, uma entidade que atualmente trabalha pela preservação do lugar. A ilha é rica em inscrições rupestrese oficinas líticas, dispõe de um  ancoradouro para pequenas embarcações e oferece serviços de bar e telefone público. Transporte marítimo com saída da Praia da Armação, Pântano do Sul e Barra da Lagoa. Veja como ir a Ilha do Campeche, O que fazer e O que levar.

» Fotos da Ilha do Campeche

Morro da Cruz

Pau da Bandeira - assim era chamado o Morro da Cruz na época em que Florianópolis ainda era Nossa Senhora do Desterro. A justificativa para o nome é que, há muitos anos, foi colocado um posto semáforo em seu ponto mais culminante para avisar, através de códigos, a chegada das embarcações ainda em alto mar. Naquele tempo, a Capital ainda era uma pequena cidade, cujo acesso entre os bairros do Centro e da Trindade era uma aventura. Por isso, muitos cortavam caminho por uma parte do morro, que compõe o maciço do Morro da Caixa. Apesar das dificuldades de acesso à época, o morro já era visitado com frequência tanto por moradores da Capital como por excursionistas. O caminho pela estrada do Pau da Bandeira era a passagem mais curta entre a capital e a freguesia do bairro da Trindade. Hoje, o acesso é pela Rua do Antão (via Beira-Mar Norte), cujas curvas sinuosas permitem uma vista panorâmica da cidade. O Morro da Cruz é um ótimo ponto de referência para as pessoas que visitam a Ilha. Embora não seja o ponto mais alto da Ilha de Santa Catarina, com 450 metros, é o de mais fácil acesso e o que proporciona o visual mais completo devido à sua localização. De lá pode-se ter uma visão geral das duas Baías, das pontes Hercílio Luz, Colombo Salles e Pedro Ivo Campos. Além disso, do patamar junto à cruz, avista-se grande parte da Ilha, o bairro da Trindade, as pistas do aeroporto e parte da costa leste de Florianópolis, banhada pelo Oceano Atlântico. Também é no Morro da Cruz que está localizada a maioria das emissoras de televisão.

» Fotos Patrimônios Históricos de Florianópolis

COMUNIDADES HISTÓRICAS

Ribeirão da Ilha

construções históricas de ribeirão da ilha florianópolis scO Ribeirão da Ilha foi uma das primeiras comunidades do Estado de Santa Catarina e a primeira de Florianópolis a ser habitada, no século XVI, pelos índios Carijós. O nome dado à praia origina-se de um pequeno rio ou ribeira, situado no local ( ribeiracô em linguagem indígena). De acordo com historiadores, os primeiros navegadores portugueses e espanhóis chegaram por volta de 1506. Vinte anos mais tarde, o navegador Sebastião Caboto atravessou o Atlântico e veio para cá, e segundo informações, foi no Porto do Ribeirão que Caboto teria ancorado. Entre 1748 e 1756 houve a colonização efetiva da Ilha, desembarcando cerca de seis mil açorianos. Alguns autores contam que cinquenta casais estabeleceram-se no Ribeirão da Ilha. Localizado a 36 quilômetros do centro de Florianópolis, o Ribeirão da Ilha é composto por várias praias pequenas, de águas calmas e areia grossa. É considerado um dos poucos lugares do litoral Sul do Brasil que conserva bem os traços da colonização portuguesa. Um passeio até a praia é uma volta aos costumes e cultura açorianos. Logo quando se chega, percebe-se os traços definidores desta cultura ainda preservados de forma original e intensa. As casas, em sua maioria, possuem paredes rosas com janelas amarelas ou brancas. Ou verde com azul. As cortinas também chamam a atenção, quase todas feitas de renda. Além disso, é comum a presença de mulheres debruçadas na janela, apreciando o movimento do lado de fora, ou proseando com alguma comadre que por ali passa. Enquanto isso, seus maridos, quase todos pescadores, puxam as redes na praia para trazer peixe fresco para casa. O casario açoriano, a Igreja Nossa Senhora da Lapa do Ribeirão e o Museu Etnológico do Ribeirão da Ilha (que guarda documentos e algumas peças que contam a história da região) são alguns exemplos de lugares típicos de Florianópolis que também estão situados no Ribeirão da Ilha.

» Fotos Ribeirão da Ilha

Pântano do Sul

barquinhos parados na orla da praia do pantano do sul floripa sc Considerada uma das mais ricas colônias de pescadores da Ilha, a praia do Pântano do Sul possui uma área com 2,35 quilômetros de extensão, com mar aberto e relativamente agitado. A maioria dos seus frequentadores são nativos e turistas que procuram um lugar mais tranquilo para viver. A Costa de Dentro é um desses lugares. Além de possuir cerca de 200 casas e um mar de águas cristalinas, há sempre salva-vidas por perto. Um chamariz para os casais com filhos. Com boas opções de restaurantes, Pântano do Sul é especialista em frutos do mar. Mal a aurora dá o ar de sua graça e os barcos já começam a partir, trazendo tudo fresquinho, pronto para ser saboreado. É por isso que os restaurantes estão sempre repletos de gente. É no Pântano do Sul também, que encontramos os mais distantes registros arqueológicos. O sambaqui daquela localidade é formado por antigos depósitos de conchas, restos de cozinha e de esqueleto amontoados por tribos selvagens em nosso litoral de SC, e foi dotado em aproximadamente 4.500 anos.

» Fotos do Pântano do Sul

Armação

igrejinha de armação florianopolisCom ares de pequena aldeia, a praia da Armação, localizada a 25 quilômetros do centro de Florianópolis, é um dos principais núcleos de pesca artesanal da Ilha, convivendo com o fluxo turístico e dos praticantes de surfe. O nome Armação vem de um passado não muito nobre da praia, embora essencial ao desenvolvimento da Ilha. Armação era qualquer localidade onde as baleias, já mortas, eram utilizadas para a produção do óleo utilizado na iluminação. Além do óleo, outras partes do cetáceo eram aproveitadas, como a carne, a gordura e até as barbatanas. Com isso, a pesca predatória levou à quase extinção do animal. Atualmente as baleias franca são fortemente preservadas e o turismo de observação é fonte de renda para Santa Catarina. No aspecto histórico, a Igreja de Sant'Anna, construída em 1772 é a principal atração. Era lá que os arpoadores e tripulantes das baleeiras se confessavam e ouviam missa antes da pesca começar. Em seguida, o sacerdote descia à praia para benzer as embarcações que iam para o mar. Da igreja original praticamente nada mais resta, embora ela conserve muitas características da reforma feita em 1838. Outra, realizada em 1948, modificou totalmente a fachada original do prédio. Durante o verão, o aumento da população fortalece as opções noturnas, com novos bares, pousadas florianopolis, hoteis florianopolis e restaurantes.

» Fotos Praia da Armação

Santo Antônio de Lisboa

construções açorianas de santa antônio de lisboa, florianópolisSanto Antônio de Lisboa foi uma das primeiras comunidades fundadas por imigrantes açorianos que chegaram à ilha na metade do século XVIII. Até o início do século passado foi um dos principais pólos da cidade do Desterro. Por estes motivos, Santo Antônio de Lisboa é conhecido por ser um refúgio de belas construções e belas paisagens. Da praia pode-se avistar a Baía Norte e o Continente. A freguesia, conserva além da arquitetura tradicional, costumes herdados pelos colonizadores açorianos como a Festa do Divino Espírito Santo, o Terno de Reis e o Cacumbi. A pesca artesanal é outro motivo que atrai turistas e apreciadores da boa comida. O cultivo de mariscos e ostras abastece vários restaurantes com cardápios a base de frutos do mar. Próximo à praça central, em frente à Igreja da Nossa Senhora das Necessidades, é possível encontrar casas de artesanato típicos da colonização açoriana como as cêramicas de oleiros e as rendas de bilro.

» Fotos Santo Antônio de Lisboa

Sambaqui

sambaqui, lanternas de cultivo de mariscoDerivada das palavras sambá ou tambá (concha, ostra) e qui ou quire (dormir, fazer), a palavra sambaqui possui origem indígena, que significa cemitério; extensos depósitos de areia, conchas, cascas de ostras, restos de artefatos e esqueletos que ali foram alojados, detectando a presença de primitivos habitantes neste local, em tempos remotos. A praia de Sambaqui é um tradicional vilarejo de pescadores que abriga, além de nativos, usuários temporários, turistas e veranistas que procuram um lugar calmo e tranquilo para se estabelecer. De raízes açorianas, a comunidade de Sambaqui luta pela preservação de seus costumes e tradições, quase sempre promovendo festas religiosas e incentivando grupos de danças folclóricas como o Boi-de Mamão, a Ratoeira e o Pau de Fita, montados e dançados pelos próprios membros da comunidade. O visual é um dos maiores atributos de Sambaqui. Além da paisagem típica do século XIX, apresenta vista panorâmica da Baía Norte e do Continente. É justamente por causa dessa vista que foram instalados vários bares nos últimos anos.

» Fotos Sambaqui

Barra da Lagoa

rio da barra da lagoa sc floripaA Barra da Lagoa é um importante núcleo pesqueiro da Ilha de Santa Catarina recebe a cada ano um número maior de turistas, atraídos pelas belezas naturais e pela cordialidade dos manezinhos, que tratam a todos como velhos conhecidos. Para receber quem vem de fora, a região conta com várias pousadas e restaurantes. O Distrito da Barra da Lagoa foi instalado em 1995, quando uma Lei Municipal desmembrou a praia da Barra da Lagoa e a Fortaleza da Barra do Distrito da Lagoa da Conceição. Os 4,75km² estão em uma área privilegiada, incrustrados entre o Oceano Atlântico, a Lagoa da Conceição e o Morro da Galheta e traspassados pelo Canal da Barra, que liga as águas da Lagoa com as águas do mar. Outra atração é a Ponte Pênsil que passa por cima do Canal da Barra. Do outro lado, uma pequena trilha que passa entre os casebres da comunidade dá acesso à Prainha, uma pequena enseada cercada por enormes rochas e sítios arqueológicos.

» Fotos Barra da Lagoa

ATRATIVOS HISTÓRICOS

Ponte Hercílio Luz

foto de dia da ponte hercílio luz de florianópolisCartão postal de Florianópolis a ponte Hercílio Luz é um monumento de elevado valor histórico e paisagístico. Representou um marco decisivo para o desenvolvimento de Florianópolis, diminuindo o seu isolamento do restante do território catarinense, pois até então, o acesso à ilha era feito apenas por embarcações. Tem 821 metros de extensão e 339 metros de vão central. As torres metálicas medem 74 metros de altura. Para a época em que foi construída, apresentava várias inovações que a colocaram como obra pioneira e da maior expressão no campo da engenharia, tanto no Brasil quanto no exterior. É considerada atualmente a única no mundo com o sistema pênsil. O piso original de madeira foi substituído por asfalto em 1969. Preservada por tombamento municipal, estadual e federal, a Ponte tem sido objeto de campanha visando à recuperação da sua estrutura comprometida, fato que levou à sua interdição em 22 de janeiro de 1982. Foi reaberta em 15 de março de 1988 e novamente interditada em 4 de julho de 1991. O mirante situado à cabeceira insular proporciona uma das mais belas vistas panorâmicas do centro da Cidade. Ali também pode ser visitado um pequeno museu, de responsabilidade do Departamento de Estradas e Rodagem de Santa Catarina, onde desde 1990, são exibidos projetos e fotografias que registram a construção e a manutenção da ponte, além de peças originais, que necessitaram ser substituídas ao longo dos anos.

» Fotos Ponte Hercílio Luz

Portal Turístico

O Portal Turístico é hoje o ponto inicial de recepção ao turista em Florianópolis. Foi o primeiro edifício construído pelo poder público estadual, no período de transição do Império para a República e tinha por objetivo recepcionar o imigrante que se dirigia à Capital. Logo o prédio perdeu a sua finalidade original. Entre 1907 e 1943 sediou a Escola Agrupada de Coqueiros, a Escola de Aprendizes-Marinheiros, e a Escola Almirante Carvalhal. Nos anos 70, tornou-se a sede do Galera Clube, da Marinha. Foi reformado em 1983, passando a sediar a Secretaria Municipal de Turismo e a Fundação Municipal de Esportes. Como centro de recepção ao turista que visita Florianópolis, o prédio da antiga Hospedaria dos Imigrantes, situada no Continente, junto ao acesso à ponte Pedro Ivo Campos, preserva sua função original. O Portal Turístico tem como patrono desde 1987 o já falecido pintor e desenhista Domingos Fossari. Hoje orienta o turista quanto a hospedagem, gastronomia, compras e passeios turísticos, oferecendo opções nas temáticas: folclore, costumes, cultura e belezas naturais. Há, no local, Guias de Turismo credenciados pela Embratur.

 

Mercado Público Municipal

foto mercado publico de florianópolis santa catarinaO prédio que hoje abriga o Mercado Público de Florianópolis foi construído em frente à Alfandega no ano de 1898, em substituição ao antigo mercado, o qual foi demolido em 1896 após 45 anos de funcionamento. A história deste primeiro mercado é um importante marco para a cidade. Foi o debate sobre a sua localização, entre os anos de 1791 e 1848, que deu origem aos dois primeiros partidos políticos de Santa Catarina. O atual Mercado Público Municipal foi construído em duas etapas: a primeira, em 1899, contava com apenas uma ala. Em 1915 foi construída em cima de um aterro a segunda ala, bem como as torres, as pontes que as interligam e o vão central. A totalidade da construção conta com 140 boxes, onde encontramos roupas, utensílios, alimentos e trabalhos de artesanato em cerâmica, palha e vime. O prédio, com os diversos bares do vão central, é um ponto de encontro, tanto para os nativos quanto para os turistas, bem como palco de manifestações populares, do tradicional pagode de sábado e das festividades de Carnaval. Visite o Box 32 e tome o melhor chopp de Florianópolis.

» Fotos Mercado Público de Florianópolis

Alfândega

É considerada o melhor exemplo de arquitetura neoclássica em Florianópolis. É a segunda alfândega da cidade, pois a primeira incendiou em 1866. Iniciada em 1875, a Alfândega encerrou suas atividades em 1964, quando o Porto de Florianópolis foi desativado. Foi tombada no nível federal em 1975, restaurada entre 1977 e 1979, reparada em 1984 e tem sido objeto de conservação constante. A Alfândega também faz parte do conjunto histórico tombado pelo Município. No pavimento superior funciona o escritório técnico do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) horário comercial. No térreo podem ser visitadas exposições de artes, promovidas pela Associação de Artistas Plásticos de Santa Catarina  e a Loja de Artesanato Catarinense, conhecendo assim o ambiente interno deste monumento. Há ainda o Bar da Alfândega, voltado para o Largo da Alfândega, que promove mais animação ao local. No Largo da Alfândega um pequeno coreto é palco de mostras artísticas eventuais. A típica louça de barro pode ser apreciada e adquirida em bancas próximas.

» Fotos Patrimônio Histórico

Catedral Metropolitana

A Matriz Catedral de Nossa Senhora do Desterro foi edificada no mesmo local onde existiu uma antiga capelinha, erguida em 1678 pelo fundador da cidade, o bandeirante Francisco Dias Velho. A Matriz foi projetada por José da Silva Paes, o primeiro governador da antiga Capitania. Já sofreu várias reformas, a maior em 1922, mas preserva a portada original e, no interior, o arco cruzeiro em cantaria, a elaborada porta de madeira da Capela de Nossa Senhora das Dores e os sete altares, onde predominam as linhas neoclássicas. Existe um expressivo acervo de arte sacra, a escultura "Fuga para o Egito", talhada no Tirol, Áustria, pelo artista Demetz, em dois blocos de cedro, no tamanho natural e que está na Catedral desde 1902, e um órgão de tubos alemão, inaugurado em 1924. O carrilhão principal, com cinco sinos alemães, é de 1922 e os vitrais, confeccionados em São Paulo, são de 1949. A Catedral é patrimônio tombado pelo Estado e pelo Município. Às sextas-feiras, das 8 às 18 horas, no Largo da Catedral, ocorre a Feirarte, uma concorrida feira de artesanato e quitutes caseiros administrada pela Fundação Franklin Cascaes. À frente da Catedral Metropolitana há um Posto de Informações Turísticas permanente da Prefeitura Municipal de Florianópolis.

Teatro Álvaro de Carvalho (TAC)

O antigo Teatro Santa Isabel, nome dado em homenagem à Princesa Isabel, teve início com o lançamento da pedra fundamental em 29 de julho de 1857. Foram dezoito anos de obras e paralisações, devido à falta de recursos. Mesmo inacabado, foi utilizado em 1871, 72 e 73. Depois de inaugurado, não possuía ainda os recursos necessários, e as companhias artísticas tinham que arcar com os custos do fornecimento de iluminação e cadeiras para camarotes e platéia. Naquela época, o teatro exerceu papel sócio-cultural bastante amplo. A platéia era plana, permitindo diversos usos, desde apresentações teatrais, salão de bailes, espetáculos circenses e musicais e até a função de cine-teatro. Em 1893 foi deflagrada a Revolução Federalista, que declarou Santa Catarina independente do resto do País enquanto a monarquia não fosse restaurada, e, no ano seguinte, numa reação do Governo Federal, o teatro e outros prédios públicos passaram a servir de alojamento para prisioneiros. Desde 1894, numa atitude de rompimento com a monarquia extinta, o edifício passou a chamar-se Teatro Álvaro de Carvalho, em homenagem ao primeiro dramaturgo local.  A edificação, originalmente de características luso-brasileiras, foi sendo reformada e, ao longo do século XX, adotou as linhas ecléticas. Em 1955, no governo de Irineu Bornhausen o teatro veio a sofrer alterações radicais, sendo o espaço interno de autoria do engenheiro-arquiteto Tom Wildi Filho. Em 1975 e 1984, aconteceram novas reformas. O tombamento como Patrimônio Estadual data de 1988. No acesso às escadarias, dois vitrais retratam cenas populares e folclóricas e, no foyer podem ser admiradas duas grandes telas do artista plástico Martinho de Haro. A sala de espetáculos tem capacidade para 470 poltronas.

 

Casa de Victor Meirelles

Neste antigo sobrado de características coloniais luso- brasileiras, nasceu o pintor, desenhista e professor Victor Meirelles de Lima (1832- 1903), autor das famosas pinturas: A Primeira Missa no Brasil, Combate Naval do Riachuelo, Passagem de Humaitá, Moema e Casamento da Princesa Isabel.  O sobrado apresenta características básicas da arquitetura comercial oitocentista, implantado sobre a rua, quase sem calçada. No andar superior, que ainda mantém as alcovas, residia a família, enquanto o térreo era destinado ao comércio, no caso, o armazém do pai do artista, o português Antônio Meirelles de Lima.  Adquirido pela União em 1947 e tombado como Patrimônio Histórico e Artístico Nacional em 1950, o sobrado abriga, desde 1952, o Museu Victor Meirelles, onde se expõe, no andar superior, um acervo de telas e esboços de Victor Meirelles e no térreo, obras de artistas plásticos

 

Museu do Homem do Sambaqui

O Museu está instalado no interior deste histórico complexo educacional quase centenário, que é o Colégio Catarinense. O prédio original do Colégio, construído em 1924, é tombado pelo Município. A Capela Santa Catarina de Alexandria foi reformada em 1998, ganhando 24 vitrais com temas sacros. Organizado a partir de 1964, pelo Padre João Alfredo Rohr, o Museu, tombado em âmbito federal e estadual, possui um dos maiores acervos arqueológicos do Brasil, reunindo mais de cinco mil peças. Especializado em arqueologia pré-histórica, o Museu contém peças com aproximadamente 8 mil anos. Destacam-se esqueletos retirados das centenas de sítios arqueológicos descobertos pelo Padre Rohr na Ilha de Santa Catarina e interior do Estado catarinense, urnas funerárias, sepultamentos indígenas, artefatos indígenas líticos e fragmentos Cerâmicos.  A maioria das escvações foi realizada no Sul da Ilha: na Base Aérea, na Armação do Sul, no Pântano do Sul e na Praia da Tapera. Foram também realizadas escavações na Praia das Laranjeiras (Município de Camboriú) e no Município de Itapiranga.  O Museu dispõe ainda de uma área de zootecnia, de numismática e de vestes litúrgicas antigas. O Colégio Catarinense ampliou bastante sua área física, mas preserva o edifício-referência onde estudaram várias gerações de catarinenses, entre personalidades locais e nacionais importantes na política, nas artes, e na cultura em geral.

 

Museu Histórico Palácio Cruz e Souza

Um dos pontos altos da visita ao Centro Histórico é o antigo Palácio do Governo. Além dos bailes ali realizados e outras solenidades, o Palácio recebeu visitas ilustres, como D. Pedro I (1826) e D. Pedro II (1845 e 1865). O Palácio foi palco de episódio dramático em função da Revolução Federalista, quando, em 1891, foi tomado de assalto por revolucionários que se colocaram contra a política de Floriano Peixoto em Santa Catarina, o vice-presidente em exercício na época. O incidente culminou com a morte de dois civis e um soldado da guarda do Palácio. Na Praça, sucumbiu um médico-major e houve feridos. Mas Floriano não reconheceu o governo revolucionário em Santa Catarina e eles abandonaram o Palácio e a Capital. Entre 1894 e 1898, no governo de Hercílio Luz, o prédio foi reformado, perdendo, a partir de então, as características coloniais originais e assumindo linguagem eclética, repleta de elementos decorativos. Dentro do Palácio, causa impacto ao visitante a majestosa escadaria, com sua balaustrada e balcões em mármore de Carrara, peças trabalhadas na Itália. Estátuas em bronze de cavaleiros medievais e um belo vitral art-nouveau enriquecem a decoração. O Palácio, que é tombado pelo Estado e pelo Município, deixou de sediar o gabinete do governador do Estado em 1984. Funciona como museu desde 1986. Foi restaurado em 1977 e em 1984, e atualmente desenvolvem-se novas obras. Em 1979 passou a ser denominado Palácio Cruz e Sousa, em homenagem ao grande poeta catarinense.  Na sala Martinho de Haro ocorrem lançamentos e exposições sobre Arte e História. 
O antigo Palácio também abriga o centenário Instituto Histórico e Geográfico de Santa Catarina, fundado em 7 de setembro de 1896 e que possui biblioteca especializada em Santa Catarina, extensa coleção de obras sobre os Açores e acervo fotográfico, com mais de 4 mil imagens.

 

Museu de Armas Major Antônio de Lara Ribas

foto dentro do museu das armasO museu localiza-se no Forte Santana, mas dele restam poucas ruínas, que deverão ser incorporadas ao patrimônio da cidade. Tombado em âmbito federal em 1938, o Forte Santana foi restaurado e passou a abrigar paralelamente, o Museu de Armas "Major Antônio de Lara Ribas", que exibe uma coleção de armas e fardamentos de diversas épocas e procedências, além de um antigo carro-pipa para combate a incêndios.

 

Figueira Centenária na Praça XV de Novembro

dois senhores sentados em baixo da figueiraDentre as árvores plantadas na Praça XV, a mais famosa, cantada em prosa e verso, é a tradicional e centenária figueira, que consta ter nascido em 1871 dentro do jardim em forma de circunferência que existia em frente à Igreja Matriz. Foi transplantada, por volta de 1891, para o local onde se encontra até hoje. A Praça XV recebeu o plantio de outras árvores de porte no século XIX, tais como ficus indianos, palmeiras imperiais e cravos da Índia. Durante muitos anos foi cercada por grades inglesas, portões ornamentais, quiosques, gruta e cafés. O jardim era aberto às 9 e fechava às 21 horas. Hoje, parte dos velhos gradis cercam as igrejas do Rosário e São Francisco. Sob a figueira muitos circulam, aposentados conversam e pastores pregam. Além de cartão postal da cidade, abrigo de toda a sorte de visitantes, a figueira é alvo de simpatias e superstições, que incluem o ritual de contornar várias vezes a árvore para atrair fortuna e casamento.  Na época do Natal, é montado um presépio idealizado por Franklin Cascaes, confeccionado com elementos naturais, transformados pelas técnicas da tradição cultural açoriana.

Calçadão da Felipe Schmidt

Calçadão da Felipe Schmidt Vendedores ambulantes e comércio desenvolvido fazem esta rua do Centro Histórico ferver com os passantes. Com prédios antigos e arquitetura preservada do século XVIII e XIX. O lugar mais interessante é o bar Ponto Chic, ou Senadinho , como é conhecido na cidade. Ali reúnem-se freqüentadores assíduos que conversam sobre política, economia, futebol e amenidades. O destaque fica para o desenho em petit pavê no chão, que representa um plenário com sete cadeiras, a mesa do presidente e a inscrição "SPQF - Senado Para Qualquer Fofoca".

» Fotos do Calçadão de Florianópolis

FORTALEZAS

Fortaleza de Santa Cruz de Anhatomirim

foto da Fortaleza de Santa Cruz de AnhatomirimA Fortaleza de Santa Cruz, localizada na Ilha de Anhatomirim, foi a principal fortificação do antigo sistema defensivo da Ilha de Santa Catarina, projetada e construída pelo brigadeiro português José da Silva Paes a partir de 1739. Este sistema era composto ainda pelas fortalezas de São José da Ponta Grossa, Santo Antônio de Ratones e Nossa Senhora da Conceição de Araçatuba. Em 1938, a Fortaleza de Anhatomirim foi tombada como Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, permanecendo anos em total abandono até ser redescoberta e restaurada nas décadas de 70 e 80, quando passou à guarda e manutenção da Universidade Federal de Santa Catarina. Atualmente, as fortalezas catarinenses, gerenciadas pela Universidade Federal, constituem-se num dos maiores e mais bem conservados conjuntos de arquitetura militar do Brasil, e um dos principais pontos de atração turística de Santa Catarina. A Fortaleza de Anhatomirim foi sede do primeiro governo da Capitania de Santa Catarina, a primeira a ser adotada pela UFSC em 1979, e também a primeira a ser restaurada. Além disso, recebe hoje aproximadamente 65% do contingente de mais de 200 mil pessoas de todo o mundo que visitam as fortalezas anualmente. A Fortaleza está localizada na Ilha de Anhatomirim, na entrada da Baía Norte, Município de Governador Celso Ramos, Santa Catarina. Pode-se chegar a esta Fortaleza através dos serviços de escunas que fazem passeios marítimos na região, partindo de diferentes pontos do centro de Florianópolis: próximo à Ponte Hercílio Luz, Trapiche da Beira Mar Norte e da Praia de Canasvieiras. Ainda é possível chegar ao local saindo da BR-101, no km 185, Tijuquinhas, junto à ponte sobre o rio Camarão, e percorrendo cerca de 8 Km até a Praia do Antenor, onde há sempre algum barqueiro disponível para a travessia de aproximadamente 600 m até a Ilha de Anhatomirim.

» Fotos Fortaleza de Anhatomirim

Fortaleza de São José da Ponta Grossa

Fortaleza de São José da Ponta GrossaA Fortaleza de São José da Ponta Grossa começou a ser construída em 1740, segundo projeto original do Brigadeiro Silva Paes, funcionando como um dos vértices do sistema triangular de defesa da Barra Norte da Ilha de Santa Catarina. No Século XVIII, contava com três baterias de canhões, armadas com 31 peças de artilharia, que lá se achavam por ocasião da invasão dos espanhóis, ocorrida em 1777, tendo sido praticamente abandonada e depredada após esse episódio histórico. Em 1938, a Fortaleza foi tombada como Patrimônio Histórico e Artístico Nacional e, em 1992, após a sua restauração, passou a ser gerenciada pela Universidade Federal de Santa Catarina. Em conjunto com a Bateria de São Caetano, construída posteriormente a leste da fortaleza, é palco de um dos mais belos cenários arquitetônicos e paisagísticos da Ilha de Santa Catarina.  A Fortaleza está localizada na Praia do Forte, Norte da Ilha de Santa Catarina, distante cerca de 25 Km do centro de Florianópolis. Pode-se chegar a esta Fortaleza através da Rodovia SC-401 (km 13), Trevo de Jurerê, seguindo as placas indicativas, passando pela Praia de Jurerê Internacional. O acesso também pode ser feito através de barco, devendo-se, neste caso, desembarcar no trapiche da Praia de Jurerê.

» Fotos Fortaleza de São José da Ponta Grossa

Fortaleza de Santo Antônio de Ratones

Fortaleza de Santo Antônio de RatonesA Fortaleza de Santo Antônio de Ratones começou a ser construída em 1740, segundo projeto original do Brigadeiro Silva Paes, funcionando como um dos vértices do sistema triangular de defesa da Barra Norte da Ilha de Santa Catarina. No Século XVIII contava com duas baterias de canhões, armadas com 14 peças de artilharia. Entre meados do Século XIX, até o início do Século XX, já em ruínas, algumas construções dessa Fortaleza foram utilizadas para a instalação de um Lazareto, que abrigou doentes contaminados por moléstias contagiosas. Posteriormente, funcionou ainda como depósito de carvão da Marinha do Brasil. Durante a década de 1980, em completo estado de abandono e de ruínas, foi palco de uma grande campanha pública pela sua preservação. Tombada como Patrimônio Histórico e Artístico Nacional desde 1938, a Fortaleza foi restaurada entre os anos de 1990 e 1991, quando passou a ser gerenciada pela Universidade Federal de Santa Catarina. A Fortaleza está localizada na Ilha de Ratones Grande, na Baía Norte, Florianópolis, Santa Catarina. Pode-se chegar a esta Fortaleza através do serviços de escunas que fazem passeios marítimos na região, partindo de diferentes pontos da cidade: próximo à Ponte Hercílio Luz, Trapiche da Beira Mar Norte e da Praia de Canasvieiras. Ainda é possível chegar ao local pela praia de Sambaqui, localizada a 15 Km do centro de Florianópolis. No local, denominado Ponta do Sambaqui, há barqueiros que fazem a travessia de aproximadamente 3 Km.

» Fotos Fortaleza de Ratones

Fortaleza de Nossa Senhora da Conceição de Araçatuba

Fortaleza de Nossa Senhora da Conceição de Araçatuba A Fortaleza de Nossa Senhora da Conceição de Araçatuba foi a quarta e última das fortalezas idealizadas pelo brigadeiro português José da Silva Paes. Construída na Ilhota de Araçatuba, entre os anos 1742 e 1744, a Fortaleza foi a única destinada a proteger a entrada da Baía Sul da Ilha de Santa Catarina. Serviu também de prisão em várias oportunidades, inclusive no período republicano. Em 1894, por determinação ministerial de 28 de agosto, esta fortificação, que também era chamada de Fortaleza da Barra do Sul, passou a denominar-se Forte de Araçatuba. Em seu projeto original, destaca-se a bateria principal de canhões de formato circular, situada na posição mais elevada do conjunto. Apesar dos reparos que esta Fortaleza sofreu em 1780 e 1850, encontrava-se bastante arruinada, conforme relatório de 1899. A Fortaleza de Araçatuba foi tombada como Patrimônio Histórico e Artístico Nacional em 1980, recebeu escoramentos e consolidações emergenciais em 1991 e encontra-se atualmente em processo de restauração. A Fortaleza está localizada na Ilha de Araçatuba, na entrada da Barra Sul da Ilha de Santa Catarina, Município de Palhoça. Pode-se chegar a esta Fortaleza através da BR 101, acesso à Praia do Sonho, ou indo até o final do acesso à Caieira da Barra do Sul, na Ilha de Santa Catarina. Nos dois casos, há sempre algum barqueiro diponível para a travessia até Araçatuba. A ilha não possui trapiche ou praia, sendo que o desembarque só é possível com tempo bom.

» Fotos Fotaleza de Araçatuba

Fortaleza de Santana

Fortaleza de SantanaO Forte de Santana do Estreito foi construído a partir de 1761, segundo projeto do Engenheiro Militar José Custódio de Sá e Faria. Estando situado junto ao estreito de união das Baías Norte e Sul, sua função era proteger a Vila de Nossa Senhora do Desterro, atual Florianópolis, das embarcações que adentrassem pela Baía Norte. Posteriormente, esta proteção foi reforçada com o cruzamento de fogos com o Forte de São João, localizado no continente fronteiro. Um episódio marcante de sua história ocorreu em 1893, por ocasião da Revolução Federalista, quando trocou tiros com a esquadra rebelde. Ao longo do tempo, passou por vários usos e reformas, até sua restauração definitiva em 1969, que lhe devolveu as formas originais. Em 1938, foi tombado como Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, abrigando desde 1975 o Museu de Armas da Polícia Militar de Santa Catarina.O Forte está localizado na Avenida Beira-Mar Norte, sob a Ponte Hercílio Luz, no centro de Florianópolis, Santa Catarina. Distante apenas poucos metros da Rodoviária Rita Maria, pode-se chegar ao Forte a pé ou de automóvel.

Fotos Fortaleza de Santana

Fortaleza Marechal Moura de Naufragados

Fortaleza Marechal Moura de Naufragados O Forte Marechal Moura de Naufragados foi construído entre 1909 e 1913, estando localizado logo acima do Farol dos Naufragados, no extremo sul da Ilha de Santa Catarina. Entre as 12 fortificações que formaram o antigo sistema defensivo da Ilha é a mais recente e a única que não foi construída no Século XVIII. Sua função era complementar as defesas da Fortaleza de Araçatuba, guarnecendo a entrada da Barra a partir de uma posição mais elevada. Hoje, deste forte, restam somente alguns trechos de muralhas e o armamento original de três canhões de 120 mm, fabricados em 1893 e que ainda se encontram em bom estado de conservação. O Forte está localizado num dos costões da Praia de Naufragados, no extremo sul da Ilha de Santa Catarina. O acesso pode ser realizado tomando-se uma embarcação na Praia da Caieira da Barra do Sul, ou através de uma caminhada de aproximadamente 45 minutos até Naufragados, percorrendo-se uma trilha que inicia no final da estrada geral da Caieira.

» Fotos Fortaleza de Naufragados

Bateria de São Caetano

A Bateria de São Caetano da Ponta Grossa foi construída em 1765, segundo projeto do Sargento-Mór Francisco José da Rocha, estando localizada a aproximadamente 200 metros a leste da Fortaleza de São José da Ponta Grossa. Sua função era complementar as defesas da Fortaleza de Ponta Grossa, dando-lhe cobertura pelo lado voltado para a Praia de Jurerê e Canasvieiras, que ficava, até então, desprotegido. Foi construída no Governo de Francisco de Souza e Menezes, sendo armado com seis canhões que lá se achavam por ocasião da invasão dos espanhóis, ocorrida em 1777. Hoje, desta bateria em ruínas, restam uma base de guarita, trechos de muralhas e vestígios de uma pequena construção que teria servido de Casa da Guarda e Casa da Palamenta. A Bateria está localizada na Praia do Forte, no final da Praia de Jurerê, a cerca de 25 Km do centro de Florianópolis, Santa Catarina. Pode-se chegar ao local de carro, ônibus ou barco, sendo que se optar pelo último, deve-se desembarcar no trapiche de Jurerê, distante cerca de 3 Km da Bateria.

Fortaleza de Santa Bárbara

Forte de Santa Bárbara da Vila começou a ser construído na segunda metade do Século XVIII, estando já concluído em 1774, segundo indicam algumas plantas e mapas da época. Esta Fortificação, cujo projeto original alguns historiadores atribuem ao Engenheiro José Custódio de Sá e Faria, ficava situada sobre uma pequena formação rochosa na Baía Sul e ligava-se, originalmente, a antiga Praia do Canto, ou da Vila, por uma ponte de pedras em arcos. Sua função primordial era guarnecer a Vila de Nossa Senhora do Desterro, atual Florianópolis, contra as embarcações inimigas que por ventura acessassem a Ilha pela Baía Sul. Durante o Século XIX, o antigo Forte serviu de lazareto e enfermaria militar. Em 1875, abrigou a Capitania dos Portos e, em 1893, sediou o Governo do Estado. As várias reformas por que passou ao longo dos anos e os aterros que o afastaram do mar, deixaram-no completamente descaracterizado. Foi tombado como Patrimônio Histórico e Artístico Nacional em 1984. Ocupado até 1999 por uma agência da Capitania dos Portos de Santa Catarina, é hoje sede administrativa da Fundação Franklin Cascaes. O Forte está localizado à Rua Antônio Luz, 260, em frente ao Terminal Urbano de Ônibus Cidade de Florianópolis, no aterro da Baía Sul, Centro da cidade. Pode-se chegar ao Forte a pé ou de automóvel.

IGREJAS

Igreja São Francisco

Em pleno calçadão do centro da cidade nos deparamos com a Igreja da Ordem Terceira de São Francisco da Penitência, que é a mais antiga das confrarias religiosas criadas na Ilha, tendo sido instalada em 1745. Embora fosse ordem religiosa muito importante, não tinha uma igreja própria e, por isso, ocupou, durante 70 anos, uma capela com sacristia privada anexa à Igreja Matriz, projetada pelo engenheiro José da Silva Paes, o primeiro governador da Capitania.  O terreno para a Igreja de São Francisco foi doado em 1754 à Ordem Franciscana pelo português, morador de Desterro, Domingos Francisco de Araújo. A licença régia para a sua construção foi solicitada ao Príncipe Regente D. José em 1802 e no mesmo ano foi lançada a sua pedra fundamental. Em 1804 foram adquiridos seus portais e em 1819 recebeu os sinos. Entretanto, em 1851, rumores de que as torres da igreja estariam ruindo, determinaram fechamento das portas laterais.  De modo geral, a igreja conserva suas características arquitetônicas originais, mesclando os estilos barroco e neoclássico. Hoje, a Igreja da Ordem Terceira se mantém como referencial do Centro Histórico sendo tombada pelo Município e pelo Estado.

» Fotos Igrejas de Florianópolis

Igreja de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito

Apesar de singela, ela se destaca no Centro Histórico, sobretudo pela sua belíssima escadaria que desemboca na rua Trajano, é uma obra do ano de 1830. A Irmandade de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos, a segunda mais antiga da Ilha de Santa Catarina, foi confraria muito pobre, fundada na Ilha antes de 1750, por escravos, ex-escravos e alguns homens brancos humildes. Começaram a erguer sua igreja em 1787 e só conseguiram concluí-la em 1830. A Igreja de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito apresenta linhas arquitetônicas barrocas. Seu interior singelo abriga alfaias e imagens, tais como a de Nossa Senhora do Rosário. A igreja, que se destaca visualmente no eixo da rua Trajano, é tombada pelo Estado e pelo Município. Do alto da sua escadaria, o artista Victor Meirelles pintou, no século XIX, amplo panorama da cidade, tendo ao fundo a Baía Sul. Abaixo da igreja, na Escadaria do Rosário, localizam-se bares e restaurantes, alguns de tradição, e o local é palco eventual de espetáculos de animação de rua.

Igreja São Sebastião

Esta Igreja foi construída em uma época que a cidade foi assolada por uma peste. Como São Sebastião é o santo protetor das epidemias, o povo passou a ter uma grande devoção a ele. Além disso, a Igreja marca o fim do trabalho escravo e início do trabalho imigrante, que deu à obra características neoromânicas e neogóticas. Na frente da Igreja está o Largo São Sebastião, onde aos sábados de manhã acontece uma feira onde os colonos vendem seus produtos.

Capela do Menino Deus e da Irmandade do Senhor Jesus dos Passos

Esta Capela, com o Hospital de Caridade ao fundo, chama a atenção de quem chega à Florianópolis. Construída em um amplo terreno, cercada de verde, mantém o segundo maior acervo de arte sacra de Florianópolis e tem sua história marcada por conquistas, crença e tragédia. Tudo começou quando Joana de Gusmão - beata que nasceu em Santos, distribuiu seus bens e ingressou na Ordem Terceira da Penitência - ganhou o terreno situado em uma colina para construir a Capela que abrigaria a imagem do Menino Deus. Em 1762 a obra ficou pronta e Joana, que era conhecida por suas obras de caridades, construiu sua casa ao lado, montando um colégio para meninas. Em 1764 a Capela abrigou a imagem do Senhor Jesus dos Passos. Esta escultura, feita em madeira por Francisco das Chagas, traz Jesus Cristo em tamanho natural carregando a cruz. Toda articulada, com olhos de vidro, roupas e cabelos naturais, ela impressiona pelo realismo. Esculpida na Bahia, deveria ir para o Rio Grande do Sul. Mas, segundo tradição oral, o mau tempo impediu três vezes o navio de chegar ao seu destino. Esse fato levou a comunidade a crer que era vontade de Deus que a imagem permanecesse na cidade, dando início à devoção que originou a principal festa religiosa de Florianópolis: a Procissão do Senhor Jesus do Passos, que acontece no Domingo da Paixão. No ano seguinte era fundada a Irmandade do Senhor Jesus dos Passos, que construiu em 1767 uma Capela anexa à Menino Deus para abrigar a imagem do padroeiro. Desde então a Irmandade e o culto ao Senhor Jesus dos Passos só fez aumentar as obras sociais na cidade. No começo era assistência médica gratuita prestada por um dos irmãos aos doentes pobres. Os mesmos doentes compravam remédios mais baratos de outro irmão. Com o aumento da demanda veio a primeira conquista: a construção da Santa Casa. Novamente as instalações ficaram pequenas e nova conquista foi feita: o lançamento da pedra fundamental do novo prédio em 1845, com a presença de Dom Pedro II e Dona Teresa Cristina. Em 1994 a tragédia: um incêndio com causas desconhecidas destruiu 70% da construção. Com a ajuda da comunidade, o Hospital reabre as portas no mesmo ano. Em 1995 foi criada a Fundação Cultural Senhor Jesus dos Passos. Com uma privilegiada vista panorâmica do centro da cidade, o terreno também abriga o Cemitério da Irmandade do Senhor Jesus dos Passos. Situado nos fundos do Hospital, apresenta lápides e mausoléus antigos, onde estão enterradas figuras históricas de Florianópolis.

Igreja Nossa Senhora do Parto

A Igreja foi construída por alguns devotos da Santa que faziam parte da Contraria do Rosário e São Benedito. Como a Confraria era de pessoas humildes, a obra demorou vinte anos para ser concluída - de 1841 a 1861. Enquanto isso, a imagem da Santa ficou primeiramente na Igreja do Rosário e, depois, na Matriz.

 

Igreja Santo Antônio

Em 1908 alguns freis da Ordem de São Francisco chegaram à Ilha e adquiriram uma chácara no topo de uma colina. Em 1921, com a ajuda de alguns moradores, os franciscanos construíram esta Igreja que, apesar de encontrar-se no centro da cidade, fica em um lugar calmo e acolhedor.

 

Capela do Divino Espírito Santo

Construída pela Irmandade do Divino Espírito Santo, a obra tem sua história ligada à do Asilo de Órfãs. Isso porque o Asilo era um dos objetivos da Irmandade. Em 1900 a Paróquia de Nossa Senhora do Desterro se comprometeu a doar o terreno desde que a Irmandade construísse o prédio. Assim, em 1909 a Capela ficou pronta e, em 1910, o Asilo. No final do mês de maio acontece na Praça Getúlio Vargas, em frente à Igreja, a Festa do Divino Espírito Santo.

 

Igreja Evangélica de Confissão Luterana

Construída em 1913, a Igreja marca a presença da pequena colonização alemã na Ilha. Com as características neogóticas preservadas até hoje, a Igreja ocupou o mesmo terreno em que ficava a Escola Alemã. A área foi cortada em 1958 para dar espaço à rua Leoberto Leal. Em frente à Escola funcionou um pequeno hospital mantido pela colônia alemã, a qual passou por uma séria crise durante a Segunda Guerra Mundial. O Hospital e a Escola encerraram suas atividades, mas os cultos na Igreja permanecem.

 

 

 

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